segunda-feira, 26 de março de 2012

Deborah Colker com 'Tatyana'

Cariocas que nao puderam ir a Sao Paulo ver o espetaculo 'Tatyana', nao fique triste. O espetaculo de Deborah Colker, baseado na obra literaria russa 'Eugenio Onegin' de Aleksandr Púchkin, estreou aqui no Rio, no teatro João Caetano na praça Tiradentes ;D


Trailer


"Tatyana" promove um "mergulho na alma humana"
 ( Uol Entretenimento)
                                






Teatro João Caetano – Rua Pedro I, 4, Praça Tiradentes – Centro
Tel: (21) 2332 9166 | (21) 2332 9257 (bilheteria)
Data: 16 de março a 6 de maio
Horário: quinta a sábado às 21h, domingo às 18h





segunda-feira, 5 de março de 2012

Fernando Pessoa: Liberdade



















(Img:cultura.culturamix.com)
"Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca..."

Comemoração dos Cem Anos do 'Rei do baião'

O nosso 'Rei do baião', alem de enredo da escola de samba campeã desse ano, Unidos da Tijuca, foi um mestre na nossa cultura e orgulho, não soh do nordeste brasileiro, mas do Brasil. 

Esse ' cabra arretado' nasceu no dia 13 de Dezembro, numa sexta-feira, nasce, na fazenda Caiçara, terras do barão de Exu, o segundo dos nove filhos recebeu o nome de Luiz (por ser o dia de Santa Luzia) , Gonzaga (por sugestão do vigário) Nascimento (por ter nascido em dezembro, também mês de nascimento de Jesus Cristo). Mais curiosidades 'porretas', discografia e sobre o Ano Luiz Gonzaga (imgem abaixo) , vale aventurar-se no site oficial.   





   E mais sobre as cmemorações do  centenario:

"O amigo Luiz Alberto abriu sua residência e seu acervo sobre o Rei do Baião para ser cenário do documentário que está sendo filmado em homenagem aos 100 anos de Luiz Gonzaga." Leia mais.









































































































































sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cem Anos de Jorge Amado (1912-2012)

O Brasil  celebra em  agosto desse ano, o centenário de nascimento do brasileiríssimo escritor bahiano Jorge Amado, autor de  obras inesquecíveis  como ‘Gabriela Cravo e Canela’ e  ‘Capitães da Areia’ .E quem, nao conhece 'Quincas Berro D'Água', 'Teresa Batista, Cansada de Guerra' ? Caso voce nao conheça , nao se envergonhe, pois nunca eh tarde para se conhecer...rs

No meu caso,fui apresentada ao mundo de Jorge Amado ainda adolescente, através da novela Gabriela, dali para seus livros depois foi um pulo.Principalmente, com uma infância e uma adolescência nas quais , eu respirava literatura graças a uma 'tia-dinda' professora de Língua Portuguesa e que hj faz parte de um grupo de contadores de historias. Ou seja, seria impossível eu crescer sem me apaixonar por Jorge Amado.

Sendo um dos meus autores preferidos e de suma importancia  na Literatura Brasileira , para comemorar esses cem anos ,dediquei esse post a esse nosso querido escritor com nome de santo guerreiro .
Biografia

Gabriela Cravo e Canela

" Gabriela, cravo e canela inaugura uma nova fase na obra de Jorge Amado. A partir deste romance, o autor atenua o conteúdo político que marcou seus primeiros livros para dar ênfase à mistura racial, ao erotismo e a uma percepção sensorial do mundo. Ganham destaque as personagens femininas: as mulheres passam ao centro das narrativas como mito sexual, mas também como agentes do próprio desejo.
     Gabriela, cravo e canela foi o primeiro livro escrito por Jorge Amado depois de deixar o Partido Comunista. Publicado em 1958, o romance recebeu no ano seguinte os prêmios Machado de Assis e Jabuti. Pouco depois, em 1961, Jorge Amado seria eleito para a Academia Brasileira de Letras, em grande parte graças ao estrondoso sucesso do livro. Gabriela virou novela da TV Tupi, em 1961, e mais tarde da rede Globo, em 1975. Traduzido para mais de trinta idiomas,Gabriela, cravo e canela é o livro de Jorge Amado com o maior número de traduções." ( Mais sobre o autor)

"A escritora Myriam Fraga, diretora-executiva da Fundação Casa de Jorge Amado, com sede no Pelourinho, em Salvador, recorda-se do furor que o surgimento de “Gabriela, Cravo e Canela” provocou, em 1958: “Eu era adolescente quando o livro foi publicado e o lançamento levou horas, com filas e mais filas”."




Links para Download 1 do livro

Download 2 do livro


Trailer



Ver  Filme Completo



Obras do Autor:








Fontes:
Livro Gratis; 
jorgeamado.com.br/
ponto.outraspalavras.net/2012/01/10/centenario-de-jorge-amado-contador-de-historias/
Wikipedia
YouTube

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Bom Gosto Musical

Ontem ligando a tv , deparei-me com um programa que gosto muito,  Tema do Sesc Tv. E nada mais, nada menos, com um som muito bacana e inusitado, que misturava   gaita ( que particularmente AMO) e violino. Fui 'apresentada' naquele momento, a  Pablo Fagundes ( gaita ) , Ted Falcon (violino)  e ao violonista Alessandro Penezzi, que arrasaram no programa tocando musicas bem brasileiras. Como amante do som da gaita, fiquei encantada com o talento do Pablo e admiradora do trabalho deles. Vale a pena !

E aqui vai o'Baião Furacão'  com  Ted Falcon & Pablo Fagundes ;)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

MINEIRO POR MINEIRO (FERNANDO SABINO)

"
A maneira enrolada com que um mineiro fila cigarro? Aqui vai. Ele estava em São João
 del-Rei admirando um chafariz, quando viu por ali a rondá-lo um velhinho mirrado e 
seco, roupa de brim e chapéu na cabeça, que acabou se chegando: — Tá aí preciano, 
moço? — Estou. 
Não é bonito? Passou a mão pelo queixo, enquanto buscava assunto: — O senhor não é 
daqui não, é? — Sou de Minas, mas moro no Rio há muito tempo. 
— Ah, foi educado lá. — Isso mesmo. 
— Posso saber qual é a sua graça? O velho ouviu o nome e sacudiu a cabeça. 
Depois perguntou candidamente:— Por acaso o senhor tem um fósforo aí?
 Em resposta, o outro estendeu-lhe a caixa de fósforo. O velho correu as mãos a ao 
longo do paletó, como se procurasse alguma coisa, enquanto dizia:
 — Quer dizer que o senhor fuma...— Fumo sim — e ele tirou o maço do bolso, acendeu um
 cigarro: ­ E o senhor? Não fuma?— Dez vez em quando — admitiu o velho.
 — Aceita um? — Já que o senhor dispõe... O velho tirou com dedos finos um cigarro do
 maço que lhe era estendido e, certamente para não desperdiçar fósforo, acendeu-o 
no cigarro do outro. E se despediu, levando a mão ao chapéu:
 — Obrigado, moço. Muito prazer, viu? DAR NOME AOS BOIS é coisa que mineiro não
 faz, nem mesmo em Uberaba. Ainda me lembro da eleição para Presidente da 
República em 55, quando, no mais aceso da campanha, Juarez Távora entrou por Minas
 adentro e encontrou várias cidades cheias de faixas e cartazes aclamando a sua candida-
tura. Algum tempo depois é que pôs reparo na sutileza daquela manifestação de apoio:a 
adesão dos mineiros se exprimia através das palavras "Salve o Nosso Candidato!", "Viva o 
Futuro Presidente da República!". O nome do candidato não aparecia, por uma questão 
me­nos de esperteza que de economia: as faixas e cartazes eram os mesmos, serviam para 
qualquer um deles. DE PASSAGEM por sua terra natal, no interior de Minas, foi visitar uma
 velha tia, cujo filho ganhara um bom dinheiro na loteria esportiva. Espantou-se ao encon-
trá-la na mesma casa humilde, vivendo pobremente como sempre viveu, da mão para a
 boca. Então seu filho milionário não lhe dera nada do que havia ganho?
 — Deu sim — afirmou ela: — Me mandou um presente. 
— Que presente ele te mandou, tia? 
— Duas latas de bolachas. Não podia acreditar: latas de bolachas! Vai ser sovina assim na...
 — Pelo menos as bolachas deviam estar boas — desconversou, para não desapontar a 
velha. 
— Não sei, porque não provei — ela explicou: — Eram latas vazias.
 Pra guardar mantimento. DESDE QUE ENVIUVOU, ficou morando com os três filhos,
 todos solteirões. E nunca mais se falou em mulher naquela casa. Até que um dia o filho 
mais novo, e já nem tão novo assim, conheceu uma moça, gostou da moça, acabou se casa-
ndo com a moça. Casou e mudou. Tempos depois, indo a Minas visitar o pai e os ir­mãos, 
não escondeu seu entusiasmo: — Gente, vocês não sabem como mulher é bom! Serve pra tanta 
coisa... OUÇO A PRÓPRIA sabedoria de Minas na voz de um conterrâneo meu, afirmando com
 segurança, quando lhe propõem um negócio o seu tanto duvidoso:
 - Eu topo, mas naquela base do Salim.
 Reza a crônica mineira que o Salim, inegavelmente turco mas criado em Belo Horizonte,
 vivia em plena prosperidade, embora se expusesse ao que há de mais temerário em Minas 
Gerais: era avalista do primeiro que aparecesse. Bastava que lhe pedissem e ele metia logo 
o seu  jamegão em caracteres turcos nas costas do papagaio. Até que um dia começou a 
pipocar promissória vencida em tudo quanto era Banco. Convocado por telegrama a 
assumir, o Salim comparecia, contestando a assinatura:— Isto aí não é meu nome. 
Chamava-se um tradutor juramentado, para que ficasse oficialmente estabelecido que, 
em vez de assinar seu nome, ele havia se limitado a escrever na promissória, em turco:
 “Salim fica de fora”."

fonte: http://sitenotadez.net/cronicas/